Investigações Filosóficas - Wittgenstein (1ª parte)

Após resenhar dois livros de Cassirer (aqui, aqui e aqui), ler “Investigações filosóficas” de Wittgenstein é sair de uma compreensão de linguagem para outra totalmente oposta ou, ao menos, direcionada, concentrada, num locus diverso. A sensação é de montanha russa: com Cassirer, estamos indo para o alto, transcendendo o universo da linguagem em toda sua potência e, com Wittgenstein, caímos vertiginosamente para alguém que aponta a falência, a incapacidade da linguagem como um todo orgânico na explicação da realidade. Wittgenstein, por isso mesmo, dirige seu leitor para seu conceito-chave de “jogos”.

         Sair de Cassirer e ir para Wittgenstein é sair de alguém que trabalha com todo o potencial da linguagem para alguém que trabalha toda a falência da linguagem – este é o ponto sobre o "feitiço da linguagem" do qual Wittgenstein tratará de se desvencilhar.

Por isso, Wittgenstein vai dizer: “A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento do nosso entendimento por meio da nossa linguagem”.  Para Cassirer, a filosofia é o esforço da razão humana para entender a si mesmo: um exercício intelectual de autoconhecimento e, para a filosofia moderna, o esforço se caracteriza por identificar, entender e explicar os símbolos criados pelo homem.

Para Wittgenstein, não é a interpretação sozinha de uma palavra que determina a significação. Tanto a interpretação quanto o interpretado pairam no ar e o que os une? As regras próprias daquele jogo! Há um jogo. O jogo tem suas regras próprias. Eu não posso jogar xadrez com as regras do futebol ou do pôquer. Eu não posso ter uma interpretação alheia ao sistema.

Muitas das vezes, quando trabalho com tradução, ou melhor, avaliando a tradução feita por alguém, vinham em minha mente muitas dessas questões propostas por Wittgenstein neste livro. Por exemplo, trabalhando uma palavra como o grego “doxa” que, em versões bíblicas para o português, foi traduzida por “glória” (ARA) e em outras por “natureza” (NTLH), encontramos um caso muito bom para o qual Wittgenstein está chamando a atenção. A mera concepção de “uma palavra por outra, uma denominação por outra”, principalmente de uma língua para outra, esbarra em confusões que demonstram não compreender “as regras específicas daquele jogo de linguagem”. Desde quando a palavra “natureza” seria sinônimo de “glória” em português? E veja a confusão no c. 17 do Evangelho de João quando, por duas ou três vezes, é dito que Jesus recebeu a natureza divina por parte de Deus. Abrir mão da glória que tinha para depois recebê-la é uma coisa bem diferente de dizer que Jesus abriu mão de uma natureza divina para depois recebê-la! E pior, por exemplo, perguntando ao falante de uma língua indígena, cuja Bíblia seguiu essa escolha da NTLH na tradução para sua língua materna, o que ele entende por “natureza” dentro daquele contexto, ele me aponta para o mato, para a selva que estava do lado de fora da sala em que nos encontrávamos conversando. Mas, desde quando, a palavra “natureza”, que já não tem nada a ver com “glória”, teria a ver com natureza no sentido “natureza selvagem”, se o que estamos falando é sobre natureza humana e natureza divina?!

         Assim, embora pareça que Wittgenstein parta de uma linguagem ou de exemplos muito simples e cotidianos da comunicação humana, a grande verdade é que ele reflete um fato importantíssimo que é exatamente os limites da linguagem. Quem, portanto, deve ler “Investigações Filosóficas”? Todos que se interessam pelo estudo de línguas e não apenas filósofos. “Investigações Filosóficas”, tanto pelo seu tema como pelo seu didatismo, deveria ser leitura obrigatória aos missionários transculturais e, principalmente, aos que irão trabalhar com tradução da Bíblia (que são o público para esta minha biblioteca de resenhas). É um livro que nos leva a pensar em coisas tão cotidianas da linguagem, tão óbvias, situações da comunicação que poderão parecer tão sem elegância e sem sofisticação aos mais acostumados com uma linguagem filosófica rebuscada, porém, são essas situações “provincianas” que mais deflagram nossas confusões de interpretação.

É importante salientar que há 2 Wittgenstein: o da primeira obra Tractatus Logico-Philosophicus (1921) e o Wittgenstein posterior. A presente resenha trata de uma obra que representa o “2º Wittgenstein”. A diferença entre essas duas fases e uma crítica aos pontos negativos da filosofia de Wittgenstein virão na próxima resenha, que tratará da 2ª parte do “Investigações filosóficas”.

Para resenha completa da 1ª parte do livro, clique aqui. O blog "Bibliotheca de Semiótica" pretende ser um banco de resenhas para interessados e missionários que trabalham com outras culturas. Assim, é característica da "Bibliotheca" que, durante os resumos dos livros, eu faça comentários sobre as ideias do autor, concordando ou refutando, para que o leitor possa encontrar uma crítica e auxílio para a formação do seu próprio pensamento. Boa leitura!

Antropologia Filosófica - Cassirer (2ª parte)

A presente resenha foi feita a partir da obra “Antropologia Filosofica”, que, ao que parece, foi traduzida para o português e publicada pela Editora Martins Fontes com o título “Ensaio sobre o homem”. Contudo, sem esta obra em minhas mãos, não posso confirmar sequer se a tradução foi completa ou não. Mas fica a dica aos que irão procurar esta obra de Cassirer.

“Antropologia Filosofica” tem como subtítulo “Introducción a una filosofía de la cultura”. É um livro dividido em duas partes. A primeira já foi tratada aqui.  O que Cassirer busca, e este deve ser o interesse do missionário que foi enviado para trabalhar com uma outra cultura, é entender o que é o homem a partir da sua produção cultural. Daí estarmos criando uma biblioteca crítica sobre a teoria dos símbolos, pois, ainda que Cassirer sustente seu trabalho sob o prisma do neokantismo, ele trabalha com a produção cultural do ser humano e busca a unidade dessas aparentes forças contraditórias: o mito, a linguagem, a arte, a história e a ciência.

Para Cassirer, como bom neokantista, essas diversas áreas representam o esforço humano para unir contraditórios e que não devem ser vistos como excludentes, mas, como são símbolos, devem ser vistos e “lidos” dentro de suas próprias regras. Cada área dessa possui suas próprias regras, são símbolos e, portanto, a filosofia da cultura, que busca responder ao que é o homem, deve se ocupar em discernir essas áreas e compreender a comunicação que elas empreendem.

Vemos por todo o livro que Cassirer vai reagindo ao empirismo, que tende a reduzir o ser humano a um mero elemento a mais no mundo animal, tendo sua inteligência diferenciada de outros animais apenas por grau. Para Cassirer, porém, a razão humana é, de longe, uma coisa muito diferente de quaisquer possíveis e surpreendentes demonstrações de certa racionalidade e certa cultura que exista nos animais. E o cerne do que difere o ser humano dos animais é que o ser humano, mais do que ser um animal racional, é um animal simbólico. A nossa inteligência é marcada pelo esforço de dominar a realidade apreendida pelos nossos sentidos sensíveis. E, neste sentido, é fundamental que o missionário se abra a estudar a cultura do povo no qual ele vai trabalhar e estas são as áreas: a linguagem (não apenas a língua), a arte, a história, os mitos e a ciência. Estas áreas realmente vão revelar ao missionários as diversas forças que estão em contradição diante daquele povo e demonstram seu esforço intelectual e espiritual em compreendê-las e dominá-las.

Um ponto muito bom desse livro é exatamente vermos Cassirer já trabalhando sob o novo paradigma da história. Diante do fracasso e da contradição de todas as teorias gregas, clássicas e eleáticas sobre o ser e a natureza humana, o autor propõe que não é na natureza humana (e ele questiona que ela, de fato, exista) que devemos encontrar a resposta para o que é o homem, mas na história. Em suma, não existe natureza humana, o que existe é história humana. E esta concepção irá marcar profundamente a modernidade e lançar a nova epistemologia na pós-modernidade. Porque o ser humano não será mais um sujeito submetido às regras naturais ou físicas e nem às regras lógicas, mas, a partir de agora, a ênfase é a semântica. Assim, a filosofia da cultura de Cassirer se institui como uma filosofia da linguagem e é esta abordagem que vem ao encontro dos interesses da nossa biblioteca de semiótica que estamos construindo para compreendermos tanto o homem pós-moderno, mas como ele entende a realidade, tratando tanto de suas contribuições positivas como negativas.

Para o missionário, os dois livros de Cassirer possuem um sentido todo especial pelos inúmeros casos de campo que trata, não apenas de relatos de pesquisadores acadêmicos, mas também de missionários.

Cassirer não está equivocado quando trata do mito, da linguagem, da arte, da história e da ciência como símbolos no sentido de “interpretações” da realidade. De fato, não podemos esquecer que todas essas abordagens são feitas por seres humanos que traduzem o pensamento do seu tempo. Essas áreas de conhecimento são recortes da realidade e abrigam interpretações, não são simplesmente fatos explicados, organizados e ensinados de modo neutro. Esta é a grande tese de Cassirer: “Esta espontaneidad y productividad constituye el verdadero centro de todas las actividades humanas. Es el poder supremo del hombre y señala, al mismo tiempo, los confines naturales de nuestro mundo humano. En el lenguaje, en la religión, en el arte, en la ciencia, el hombre no puede hacer más que construir su propio universo simbólico que le permite comprender e interpretar, articular y organizar, sintetizar y universalizar su experiência”.

Para resenha completa da 2ª parte do livro, clique aqui. O blog "Bibliotheca de Semiótica" pretende ser um banco de resenhas para interessados e missionários que trabalham com outras culturas. Assim, é característica da "Bibliotheca" que, durante os resumos dos livros, eu faça comentários sobre as ideias do autor, concordando ou refutando, para que o leitor possa encontrar uma crítica e auxílio para a formação do seu próprio pensamento. Boa leitura!

Antropologia Filosófica - Ernst Cassirer (1ª parte)

Cassirer é um autor requisitadíssimo nos cursos de antropologia, filosofia e linguística das Universidades brasileiras. Por isso, muitos dos missionários acabam por se encontrar com ele cedo ou tarde. Contudo, a verdade é que a obra de Cassirer já é fruto de todas as teorias que também estão presentes e dando corpo à teologia liberal do século XIX. Assim, não é de se surpreender que tenhamos logo no início do livro um “breve resumo do conhecimento humano desde o nascedouro da razão até seu crepúsculo e ressurreição com o advento da pós-modernidade”. Teremos uma apresentação clara da razão que levou ao surgimento da pós-modernidade, que tantas consequências nefastas trouxe para a área da teologia e que, até hoje, está presente em seus desdobramentos.

A antropologia de Cassirer está fundamentada na filosofia transcendental de Kant, mas com o agravante de já ser uma filosofia neokantista, que rejeitará qualquer vínculo com o referente, com o mundo físico, com a realidade. Isto recebeu o nome de idealismo radical. Assim, a teoria dos símbolos de Cassirer nasce da pressuposição de que o homem não se relaciona com a realidade, por isso sua mente cria o símbolo que irá tornar compreensível e dominável o mundo no qual vivemos. Como fruto dessa teoria dos símbolos neokantiana, Cassirer tem a grande sacada de tecer sobre o homo absconditus. Na verdade, se o nosso Deus que nos fala é um Deus absconditus muito mais o será o homem, que é a sua imagem. Por isso a natureza tão obscura da religião: ela é um símbolo que trata de símbolos de símbolos. Mas para Cassirer, não apenas a religião e a teologia medievais falham na descrição do que é o homem, mas a própria metafísica clássica, pois, para o próprio Aristóteles, descrever o homem pelas categorias acidentais nada dizem do seu ser, pois os acidentes aristotélicos diziam das características mutáveis do ser. Daí a necessidade do símbolo.

É interessante notar que, uma vez atribuída a origem da ideia evolucionista a Aristóteles, como o faz Cassirer, é dado pelo evolucionismo darwiniano, segundo percebo eu, uma justificativa científica e filosófica para o panteísmo e, principalmente, para o panenteísmo tão difundido na teologia liberal do século XX, uma vez que as fronteiras entre as espécies foram derrubadas e que todas são, na biologia darwinista, um desenvolvimento de uma mesma força vital contínua e presente em todos os seres vivos, uma força que nos une e ultrapassa.

No ponto do livro em que são tratados o espaço e o tempo, é impressionante notar como as culturas verdadeiramente veem essas categorias de formas tão diversas. Na cultura em que trabalhei, por exemplo, foi interessante notar que a Escola era um fator de imposição da concepção do “mapa geográfico” forçando a cultura a ver coisas que ela não via e a tornar irrelevantes detalhes essenciais na geografia simbólica do povo. Não somente o espaço simbólico da aldeia vem sendo transformado pela Escola, mas também o tempo simbólico (embora haja em algumas iniciativas escolares a tentativa de se perceber e respeitar o tempo e o espaço da cultura). Todavia, com o inevitável encontro da cultura majoritária com essas culturas indígenas, seja com a ida da escola e da TV para a aldeia, seja dos próprios indígenas vindos para a cidade, a dissolução do simbólico é um fato e o missionário precisa, mais do que nunca, ser a ponte entre esses dois universos, ajudando e apoiando os povos minoritários no resgate, na transição e na compreensão dos novos símbolos também.

Acrescentaria ainda, apenas como curiosidade irônica na abordagem de Cassirer sobre a matemática simbólica, que, diante de um Império como o da Babilônia, que tanto desenvolveu as medidas de peso e quantidade, foi com palavras de medição e peso que Deus anunciou o fim do Império no livro de Daniel.

A teoria dos símbolos de Cassirer é clara: o símbolo, o possível - eis o que diferencia o ser humano dos animais. E esta é uma característica da nossa mente que é derivada da mente de Deus. Deus é ato puro, Deus não trabalha com símbolos. O que ele pensa é criado. O homem não. Ele pode transcender e criar imagens, símbolos a partir dos dados oferecidos pela realidade, ele pode imaginar mundos possíveis e que jamais encontrariam respaldo na realidade e que, como o exemplo dado no livro sobre Galileo, podem mesmo parecer uma contradição com a realidade.  

Enfim, a crítica que podemos fazer a Cassirer é a mesma que se deve fazer ao neokantismo (a filosofia do não realismo), que é uma concepção que radicaliza a ideia de Kant. O idealismo radical do neokantismo afirma que as categorias usadas pela mente para processar a experiência são arbitrárias (Kant as pensava necessárias). Parece, portanto, que a teoria de símbolos de Cassirer nos leva a um círculo vicioso, pois, propondo o símbolo como a saída para a anarquia do pensamento atestada pela crise da Modernidade, ele finda por nos dar uma saída artificial e criada pelo próprio homem. Assim, ficamos presos numa teoria subjetiva que abrirá uma crise novamente à interpretação tanto do homem quanto do mundo.    

O objetivo do autor foi dar ao público inglês e americano uma tradução da famosa obra “Filosofia das formas simbólicas”, contudo, nas palavras do próprio autor, ele não conseguiu traduzir para o inglês de uma maneira satisfatória. Assim, resolveu escrever este outro livro. E isso talvez explique sua linguagem muito mais didática e compreensível. A obra de Cassirer está dividida em duas partes e aqui apresento a resenha da 1ª parte: “Que é o homem?”. Para a resenha completa da 1ª parte do livro, clique aqui. Boa leitura!  

Linguagem e Mito - Ernst Cassirer

Por que ler este livro de Cassirer? Ele é neokantiano e representa a escola antropológica darwinista do fim do século XIX. Seu livro ajudará o missionário a compreender as mudanças que ocorreram na Antropologia do século XX, além disso, Cassirer traz farto material cultural advindo do trabalho missionário realizado naquela época. Este livro é uma ótima oportunidade de entender tanto o kantismo e o neokantismo e suas diferenças e, principalmente, ver a criação de uma Teoria dos Símbolos a partir da Filosofia Transcendental e da cosmovisão evolucionista. Embora Cassirer faça parte de uma escola que priorizava o estudo da lógica, a maioria dos seus livros expunha sua preocupação com a cultura. 

Ainda que discordemos de seu arcabouço teórico, as pesquisas missionárias trazidas pelo autor confirmam o que até hoje podemos encontrar nos Campos: o pensamento mítico e sua imbricação com a linguagem; o poder místico e simbólico da Palavra; a identificação do nome com o seu respectivo deus, sentimento ou demônio; a transferência ou identificação do poder da Palavra para algum instrumento (totem, ritual, xamanismo, etc); e, enfim, aos tradutores da Bíblia, Cassirer oferece casos em que a escolha errada de nomes para o Deus cristão não permitiu que o povo se relacionasse pessoalmente com Deus, transferindo sua crença numa força impessoal para o Deus pregado pelos missionários. Muitos dos casos narrados por Cassirer eu pude constatar no meu próprio trabalho missionário, desde a troca dos nomes durante a vida dos indivíduos, o totemismo, o xamanismo, até o esforço de se “achar” palavras que não promovam o sincretismo tão presente no trabalho evangelístico. 

Acredito que a exposição feita por Cassirer (independente dos seus pressupostos), contribui para confirmar que o pensamento mítico é presente em todas as sociedades que se julgam portadoras de um pensamento teórico e discursivo. Na verdade, e esta é a tônica do meu curso de Comunicação Transcultural e Contextualização, o símbolo se apresenta no meio da sociedade contemporânea com a mesma força que nos primórdios e cabe aos missionários cristãos, seja numa França e Alemanha pós-cristãs, seja num povo aborígene no interior do Amazonas, compreenderem isso caso queiram evangelizar em amor ao seu próximo. Para a resenha do livro, clique aqui. Boa leitura! 

A Estrada [****]





Cormac McCarthy
Editora Alfaguara
240 Páginas

"Num futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruínas e pó, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos com a fuligem e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas uns cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas, para se defender de grupos de assassinos. Estão em farrapos e com os rostos cobertos por panos para se proteger da fuligem que preenche o ar e recobre a paisagem. Eles buscam a salvação e tentam fugir do frio, sem saber, no entanto, o que encontrarão no final da viagem. Essa jornada é a única coisa que pode mantê-los unidos, que pode lhes dar um pouco de força para continuar a sobreviver."

A Narrativa de Arthur Gordon Pym [****]






Edgar Allan Poe
Cosac & Naify
320 Páginas


"Publicado originalmente em 1838, este é o único romance do grande contista norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849), primeiro escritor a influenciar os rumos da literatura além das fronteiras de seu país. Gordon Pym, capitão de um grande veleiro americano, narra o motim e o massacre ocorridos em seu navio durante rota pelos mares do sul, e as terríveis aventuras da tripulação sobrevivente após seu resgate por uma escuna inglesa. A edição traz ensaios de Dostoiévski e Baudelaire inéditos no Brasil"


Torturado Por Amor a Cristo [****]



Richard Wurmbrand
Voz dos Mártires 
160 Páginas


"O Pastor Richard Wurmbrand foi o pastor evangélico que passou quatorze anos como prisioneiro dos comunistas, torturado em sua própria terra natal, a Romênia. Poucos nomes são tão conhecidos naquele país, onde ele é um dos mais reconhecidos cristãos, como líder, autor e educador.
Em 1945, quando os comunistas tomaram o poder na Romênia e tentaram submeter as Igrejas aos seus propósitos, Richard Wurmbrand imediatamente deu início a um ministério “subterrâneo” – eficiente e vigoroso – destinado à pregação do Evangelho tanto a seus compatriotas escravizados quanto aos soldados russos que invadiram o país. Foi preso em 1948, com sua esposa, Sabina, que cumpriu pena de trabalhos forçados por três anos, no Canal do Danúbio. O Pastor Richard passou três anos na solitária, sem ver ninguém a não ser seus torturadores comunistas. Depois foi transferido para uma cela comum, onde as torturas continuaram por mais cinco anos.
Devido a sua posição internacional como líder cristão, diplomatas de embaixadas estrangeiras questionaram o governo comunista acerca da segurança de Wurmbrand, dizendo que ele fugira da Romênia. Agentes da polícia secreta, fingindo-se de ex-companheiros de prisão, disseram a Sabina terem assistido ao funeral de seu marido no cemitério da prisão. Recomendaram à família na Romênia e aos amigos de outros países que o esquecessem, porque já estava morto.
Após oito anos e meio de prisão, ele foi libertado e imediatamente retomou seu trabalho com a Igreja Subterrânea. Dois anos depois, em 1959, ele foi preso mais uma vez, e sentenciado a vinte e cinco anos de prisão.
Wurmbrand foi libertado quando de uma anistia geral ocorrida em 1964, e novamente continuou seu ministério clandestino. Levando em consideração o grande perigo de ser preso pela terceira vez, cristãos noruegueses negociaram com as autoridades comunistas sua permissão para deixar a Romênia."

Além do Planeta Silencioso - Trilogia Cósmica - Vol. I [***]







 
C. S. Lewis
Editora Martins Fontes
220 Páginas


"É o primeiro livro da Trilogia Cósmica de C. S. Lewis, escrita nos tensos momentos que antecederam a Segunda Guerra Mundial e que foram concomitantes a ela. É uma parábola de sua época que acabou por resistir ao tempo e que tem sido apreciada por sucessivas gerações não só pela importância de seu conteúdo moral como também em razão da maravilhosa narrativa.

Para o papel principal da trilogia, C. S. Lewis criou aquele que talvez seja o personagem mais memorável de sua carreira - o brilhante filólogo Elwin Ransom, uma pessoa objetiva, veemente e corajosa - inspirado no amigo J. R. R. Tolkien; nada mais justo, pois, no que se refere à amplitude imaginativa e à integridade criativa não de um, mas de dois mundos imaginários, a Trilogia Cósmica só foi igualada, no século XX, à trilogia tolkieniana de O Senhor dos Anéis.

Os leitores que na infância se apaixonam pela série fantástica das Crônicas de Nárnia invariavelmente apreciam a Trilogia Cósmica quando ficam mais velhos. Também ela apresenta mundos estranhos e mágicos onde se travam combates épicos entre as forças da luz e as das trevas e é uma das obras mais extraordinárias da literatura inglesa de todos os tempos".

Nossa Cultura... ou o Que Restou Dela [****]




Theodore Dalrymple
É Realizações
400 Páginas


"Polêmicas. Tabus. Cultura. Arte. Sexo. Medicina. Política. Literatura. Atualidades. Estes são alguns dos temas que compõem este livro, uma reunião de 26 ensaios contundentes e também sensíveis, que lembram a obra de George Orwell e apresentam a inconfundível lucidez de Theodore Dalrymple sobre a condição humana. O autor se vale de interseções com a obra de Shakespeare, Virginia Woolf, Alfred Kinsey e Karl Marx, dentre outros pensadores e escritores, para abordar a tendência humana universal para a destruição; o colapso de hábitos e costumes; os efeitos de se tentar consagrar a felicidade pessoal como um direito político; a degradação dos relacionamentos pessoais depois da remoção de todas as restrições sexuais; o significado de barbárie e como ela vem invadindo o Ocidente. Da legalização das drogas ao desmoronamento do Islã, de adultos que insistem em permanecer na adolescência a jovens que se tornam adultos precocemente, pouca coisa escapa às observações de Dalrymple". 

Esquecidos e Superestimados [****]





Rodrigo Gurgel
Vide Editorial
Formato Kindle
216 Páginas

"Rodrigo Gurgel, diga-se, não escreveu esta obra com o intuito ranzinza de resgatar autores desconhecidos contra os escritores que se tornaram celebridades, o que seria outra forma de manifestar a sanha de originalidade dos modernistas, sob disfarce de arqueologia crítica. Está se falando, sim – pautado em princípios pedagógicos e de independência crítica, sem as comodidades ideológicas –, de ter curiosidade por saber o que foi produzido, de querer saber o que realmente diz o texto".

Uma Introdução à Filosofia Cristã [****]





Gordon H. Clark
Editora Monergismo
164 Páginas


"Julgo que Gordon Clark foi, de longe, o maior filósofo cristão do século XX. Fui seu estudante na Universidade de Butler. Ele era especialmente admirável em Filosofia Antiga e Filosofia da História. Expressava com muita clareza o fluxo argumentativo do pensamento de um filósofo e o ponto de sua autocontradição, o motivo para então se voltar para o pensamento cristão a fim de ressaltar quão coerente ele é. Clark foi o líder de muitos de nós, mas em especial do “novo evangelicalismo” de Carl Henry, Edward Carnell e Paul Jewett; professor de muitos, incluindo-se teólogos influentes como Edmund Clowney, presidente do Westminster Theological Seminary. Este livro é uma introdução muito boa ao pensamento filosófico cristão".
— D. Clair Davis
Professor de História e Teologia Sistemática
Westminster Theological Seminary (1966–2004)

A Vida na Sarjeta [*****]






Theodore Dalrymple
280 Páginas
É realizações

"Este livro é o relato pungente da vida da subclasse inglesa e das razões de as pessoas persistirem nessa vida, escrito por um psiquiatra britânico que cuida da clientela de baixa renda de um hospital de periferia e dos detentos de uma penitenciária de Londres. A percepção fundamental do Dr. Dalrymple é a de que a pobreza continuada não tem causas econômicas, mas encontra fundamento em um conjunto de fatores disfuncionais, continuamente reforçados por uma cultura de elite em busca de vítimas. O livro apresenta dezenas de relatos reveladores e verídicos que são, ao mesmo tempo, divertidos, assustadoramente horríveis e bem ilustrativos, escritos em uma prosa que transcende o jornalismo e alcança a qualidade de verdadeira literatura."

É isto um homem? [***}








Primo Levi
256 Páginas
Editora Rocco



"É isto um homem? desnuda o projeto essencial dos campos de extermínio: a demolição do homem por meio de grandes e pequenos atos de privação. É a redução do ser humano aos seus instintos mais básicos: um colecionador de farelos de pão, um lambedor de colher com restos de sopa. É o relato cru e sincero de um projeto de poder que deixou uma cicatriz profunda na humanidade."

 Primo Levi (1919-1987) foi um escritor e químico italiano de ascendência judaica. Sobrevivente de Auschwitz, ele dedicou sua vida a uma reflexão profunda sobre a frágil condição humana. É isto um homem? é considerada uma das obras memorialísticas mais importantes do século XX.

Cash - A Autobiografia de Johnny Cash [***]







Johnny Cash
280 Páginas
Editora Leya




"Ele era o "Man in black", uma lenda da música country, e o trovador americano por excelência. Nesta autobiografia emocionante, Johnny Cash diz tudo sobre seus altos e baixos, as lutas e vitórias conquistadas a duras penas, e as pessoas que o influenciaram durante toda sua trajetória. Cash desfaz mitos e descreve sem piedade sua história. Das alegrias da sua infância em Dyess, no Arkansas, ao estrelato em Nashville, no Tennessee. Da emoção de se apresentar com Elvis, a suas batalhas contra com o vício em drogas e álcool e a devoção de sua esposa, June."

Os Irmãos Karamazov - 02 Vol. - Releitura [****]








Fiodor Dostoievski
1.040 Páginas
Editora 34



"A trama é centrada na relação entre o devasso Fiódor Karamázov e seus filhos: Aliócha, "puro" e místico; Ivan, intelectual e atormentado; e Dmitri, orgulhoso e apaixonado.
Com mão de mestre, Dostoiévski conduz o leitor a uma jornada singular pelos recantos mais sombrios e luminosos da alma humana. A trama hipnotizante consegue prender a atenção ao longo das 1040 páginas desta edição da obra, divida aqui em dois volumes."




Esquerda Caviar [***]







Rodrigo Constantino
Edição Kindle
442 Páginas


"Este livro de Rodrigo Constantino é urgente. Uma pérola em meio ao mar de obviedades e mentiras comuns na literatura “intelectual” nacional.
O título Esquerda caviar remete a uma expressão de nossos irmãos mais velhos portugueses para descrever a “esquerda festiva” (como dizia o grande Nelson Rodrigues, citado algumas vezes por Constantino), marca de um grande desvio de caráter no mundo contemporâneo: este tipo de gente que frequenta jantares inteligentes defendendo a África enquanto bebe vinho caro e humilha amigas menos magras.
Nelson Rodrigues usava a expressão “amante espiritual de Che Guevara” para nomear a esposa de um casal burguês com “afetações revolucionárias”, o típico “casal caviar”. Em meio às festas da “festiva”, o casal de grã-finos, donos da casa, levava Nelson até o pequeno altar onde uma foto de Che posava para os suspiros da esposa apaixonada pelo revolucionário. Poderíamos supor que este marido falaria algo semelhante ao que outros “maridos caviar” ante as possíveis infidelidades das esposas com outro “guru caviar”, Chico Buarque: “Com o Che e o Chico, eu deixo ela me trair.” Risadas?
De onde vem este fenômeno? Constantino lança mão de um rico arsenal de citações clássicas e contemporâneas para fazer seu diagnóstico: antes de tudo, estamos diante do velho problema de caráter. Nada de questões políticas. Apenas questões morais de fundo: mentira, hipocrisia, luta por autoestima social, narcisismo, oportunismo carreirista, tentativa de se ver como pessoa pura de coração, enfim, uma fogueira de vaidades. Como dizia outro autor que é referência importante para esta obra, o filósofo britânico Edmund Burke, do século XVIII: antes de qualquer problema político, existe um drama moral.
Numa linguagem direta e simples, permeada por uma bibliografia que nada deixa a desejar, Constantino atravessa o “menu caviar” de nossa era vaidosa"

O Jovem Törless [***]






Robert Musil
Biblioteca Folha
157 Páginas

"Na virada do século 19 para o 20, um grupo de jovens cadetes passa pela velha experiência do confinamento: estão todos afastados de casa, longe dos pais, internados em um colégio militar do antigo império Austro-Húngaro. Törless é um desses adolescentes, e sua história se assemelha muito às experiências vividas na juventude por seu criador, Robert Musil.
Acostumado a um ambiente familiar que sempre lhe pareceu claro e equilibrado, Törless agora se vê na contingência de ter que amadurecer por conta própria, entre seus pares. A rígida disciplina do colégio e as relações entre os que vivem ali dentro (alunos, professores, funcionários) logo manifestam seus mecanismos de perversão. Os mais fortes se reúnem para espezinhar os mais frágeis, os sádicos dão as mãos aos masoquistas, e a sexualidade se exercita como se pode, com prostitutas ou entre os próprios alunos.
Enquanto assiste como um espectador - ou ator relutante - à rotina do internato, o protagonista escreve longas cartas à família, na tentativa de lançar pontes entre a vida obscura do colégio e a suposta vida normal do mundo lá fora, o presente "doentio" e o passado "saudável". Mas aos poucos tudo o que o cerca é contaminado pela atmosfera de ódio e irracionalismo que marca as relações pessoais, os afetos e a memória.
Este romance do jovem Musil prepara rigorosamente, com tintas expressionistas, o cenário de hostilidade e abjeção que caracterizaria a Europa do entre-guerras"

George Whitefield






Arnold A. Dallimore
Editora PES
264 Páginas

"Arnold A. Dallimore é a principal autoridade sobre Whitefield atualmente. Este livro, que condensa dois volumes maiores, foi preparada pelo autor para retratar, dentro de limites mais manuseáveis, a vida e o ministério de Whitefield"

A Rebelião das Massas





Ortega y Gasset
Editora Martins Fontes
312 Páginas

"Ortega Y Gasset avalia o homem médio quanto a sua capacidade para continuar a civilização moderna e quanto à sua adesão à cultura. Tentando responder a questões como "quem manda no mundo", ele discute a atitude do homem médio ante a civilização e a cultura"

Ideais Traídos [***]






Sylvio Fronta
Editora Jorge Zahar 
Formato Kindle
664 Páginas

"Sylvio Frota foi ministro do Exército entre 1974 e 1977, período em que o presidente Ernesto Geisel iniciou o processo de abertura. Contrário a essa política e apoiado por militares e políticos da "linha-dura" que o queriam candidato à sucessão, Frota distanciou-se cada vez mais do presidente, a quem via como ideologicamente de esquerda. O desfecho foi sua demissão por Geisel em 12 de outubro de 1977.Afastado da vida pública, o ex-ministro dedicou-se, nos anos seguintes, a escrever sua versão dos fatos. Ideais traídos é publicado 28 anos depois do início de sua redação. Nesse inédito documento histórico, o leitor tem uma rara visão dos bastidores do período militar no Brasil (1964-1985). Frota faz uma análise minuciosa da história e, ao acusar os que em seu entender haviam traído os ideais do Movimento de 64, torna esse livro um depoimento detalhado e único sobre o tema.A obra, lançada por iniciativa de seu filho – já que o autor, até sua morte, em 1996, não quis divulgar o texto –, mostra detalhes ainda desconhecidos sobre a cúpula militar brasileira. Peça fundamental para o entendimento do Brasil contemporâneo, esse livro – que passou por cuidadoso trabalho de verificação para garantir sua autenticidade histórica – traz ainda:• Dezenas de documentos inéditos, em sua maioria sigilosos, selecionados pelo autor;• Fotografias do acervo pessoal de Sylvio Frota;• Apresentação dos historiadores Celso Castro e Maria Celina D’Araujo, ambos da Fundação Getúlio Vargas e especialistas no estudo do regime militar no Brasil.''

O Espírito Santo [***]






John Owen
Editora Os Puritanos
Formato Kindle
192 Páginas

"Esta é uma compilação da extraordinária obra de John Owen ("Príncipe dos Puritanos") - Discourse on the Holy Spirit (Tratado Sobre o Espírito Santo), e que é tão importante hoje como quando foi escrito. Owen tinha em mente a necessidade de dispor de uma resposta ao racionalismo dos socinianos, ao misticismo dos quarkers e ao fanatismo de entusiastas que alegavam ter a revelação direta de Deus e os dons extraordinários do Espírito.
'John Owen... foi, sem dúvida, não só o maior teólogo do movimento puritano Inglês, mas também um dos maiores teólogos reformados europeus de sua época, e muito possivelmente possuía a melhor mente teológica que a Inglaterra já produziu'. - Carl Trueman"
'Em uma época de gigantes (a dos Puritanos), ele sobrepunha a todos'. - James I. Packer

O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota [****]






Prof. Olavo de Carvalho
615 Páginas
Editora Record

"O Mínimo…” reúne, basicamente, artigos que Olavo publicou em jornais e revistas, inclusive nas revistas “República” e “BRAVO!”, das quais fui redator-chefe — e a releitura, agora, em livro, me remeteu àqueles tempos. Impactam ainda hoje e podiam ser verdadeiros alumbramentos há 10, 12, 13 anos, quando o autor, é forçoso admitir, via com mais aguda vista do que todos nós o que estava por vir. Olavo é dono de uma cultura enciclopédica — no que concerne à universalidade de referências —, mas não pensa por verbetes. E isso desperta a fúria das falanges do ódio e do óbvio. Consegue, como nenhum outro autor no Brasil — goste-se ou não dele —, emprestar dignidade filosófica à vida cotidiana, sem jamais baratear o pensamento. Isso não quer dizer que não transite — e as falanges não o fustigam menos por isto; ao contrário — com maestria no terreno da teoria e da história. É autor, por exemplo, da monumental — 32 volumes! — “História Essencial da Filosofia” (livros acompanhados de DVDs). Alguns filósofos de crachá e livro-ponto poderiam ter feito algo parecido — mas boa parte estava ocupada demais doutrinando criancinhas… Há o Olavo de “A Dialética Simbólica” ou de “A Filosofia e seu Inverso”, e há este outro, que é expressão daquele, mas que enfrenta os temas desta nossa vida besta, como disse o poeta, revelando o sentido de nossas escolhas e, muito especialmente, das escolhas que não fazemos" [Reinaldo Azevedo - Veja Online]

David Copperfield [*****]






Charles Dickens
916 Páginas
Edição Kindle

"David Copperfield está para nascer, seis meses após a morte de seu pai. Clara, a mãe, é muito jovem, quase uma criança, e só tem a ajuda da fiel empregada, sra. Peggotty. Betsey Trotwood, uma tia distante que nunca havia visto Clara pessoalmente, aparece pouco antes do parto. É uma mulher excêntrica, temperamental e faz questão de que nasça uma menina. Quando nasce o menino David, ela fica furiosa e parte dali, jurando nunca mais voltar.
O pequeno David é criado pela jovem Clara e por Peggotty, vivendo feliz durante os  seus primeiros nove anos. Nesta época, Clara começa a ser cortejada pelo falso e interesseiro sr. Murdstone. David odeia o namorado da mãe, mas não pode evitar que ela se envolva..."

Suma de Teologia





Tomás de Aquino
Biblioteca de Autores Cristianos
1.020 Páginas

"Entre las innumerables riquezas del pasado teológico sobresale la Suma de Teología de Sto. Tomás. Es la obra cumbre del genio de Sto. Tomás por su originalidad y sistematización de todas sus ideas, pero es también lo más
granado del saber teológico de la Universidad de París en los años de su mayor ebullición intelectual y de la presencia indiscutida de la teología al frente de todos los saberes."

Order and History (Volume 1): Israel and Revelation (Collected Works of Eric Voegelin)







Eric Voegelin
University of Missouri Press
617 Páginas


"Eric Voegelin's Israel and Revelation is the opening volume of his monumental Order and History, which traces the history of order in human society. This volume examines the ancient near eastern civilizations as a backdrop to a discussion of the historical locus of order in Israel. The drama of Israel mirrors the problems associated with the tension of existence as Israel attempted to reconcile the claims of transcendent order with those of pragmatic existence and so becomes paradigmatic".

O Amanuense Belmiro [****]




Cyro dos Anjos
Scribd
164 Páginas

"O narrador se propõe, no início, a contar as suas memórias, um livro sentimental, não um romance, mas lentamente o presente desliza para o primeiro plano e as memórias iniciais se transformam num 'esboço de livro' para, então, ele se tornar um 'diário', que cobre pouco mais de um ano - 1935 - da vida de um amanuense, Belmiro. Desse modo, a natureza romancesca é duplamente ocultada nesse jogo de transformação de memórias em diário, tentando posicionar o leitor no lugar pretendido - no mais íntimo da vida do narrador, que é o próprio livro. Incapacitado de viver e de se entregar ao outro, o amanuense só adquire substância transformando-se em linguagem, só aí ele consegue inventar uma forma de fuga que o mantém vivo."

O Livro dos Mártires [****]






John Foxe
Editora Mundo Cristão
360 Páginas

"O livro dos mártires é um clássico da literatura mundial, ignorado até há pouco tempo pelos cristãos do Brasil. O livro reconta as vidas, os sofrimentos e as mortes triunfantes dos mártires cristãos da História. Iniciando-se com a história do primeiro mártir - o próprio Jesus Cristo - este relato histórico excepcional traça as raízes da perseguição religiosa. Expõe os casos de mártires famosos como John Wycliffe, John Huss, William Tyndale, Martinho Lutero, Thomas Cranmer e muitos outros.
Por que ler esta obra em pleno século 21? Infelizmente o tema do martírio religioso recusa-se a ser relegado aos arquivos da História. É assunto tão contemporâneo quanto as manchetes de hoje. Cristãos em diversos países hoje vivem e defendem a sua fé sob a ameaça de morte. Muitos acabam pagando o preço máximo. E cada uma dessas mortes suscita uma interrogação na consciência de todo cristão: o que eu faria no seu lugar? A reflexão inspirada pela morte dos mártires pode nos levar ao cerne da nossa fé".

A Morte de Ivan Ilitch [***]







Leon Tolstoi
L&PM - Livraria Cultura
112 Páginas

"Esta obra mostra a história de um burocrata medíocre, Ivan Ilitch, um juiz respeitado que depois de conseguir uma oferta para ser juiz em uma outra cidade, compra um apartamento lá, para ele, sua mulher, sua filha e seu filho morarem. Ao ir para o apartamento, antes de todos, para decorá-lo, ele cai e se machuca na região do rim, dando início à uma doença"

Teeteto [****]




Platão
Domínio Público - Biblioteca Digital
78 Páginas

"Este é o diálogo entre Sócrates, Teeteto e Teodoro sobre o conhecimento. A pergunta inicial: o que é o conhecimento? A partir da filosofia de Protágoras, de quem Teodoro é amigo e Teeteto, discípulo, o diálogo se desenvolve, discutindo-se sobre razão e sensação, absoluto e relativismo, e por aí afora".

A inocência do padre Brown [***]







G. K. Chesterton
L&PM Editores
256 Páginas

"A literatura é uma das formas de felicidade; talvez nenhum outro escritor tenha me proporcionado tantas horas felizes como Chesterton." O escritor britânico G. K. Chesterton conquistou legiões de fãs com suas poesias, epopeias, seus artigos jornalísticos, livros de crítica literária e romances. Mas as histórias de mistério protagonizadas pelo Padre Brown compõem a parte mais difundida de sua obra. Ao todo são 52 contos, escritos a partir de 1910 e posteriormente compilados em livros, um dos quais A inocência do Padre Brown, que traz doze histórias. Em A cruz azul – na qual o personagem faz sua primeira aparição e que é conhecida pela peculiar moldura narrativa –, o clérigo de Essex precisa lançar mão de métodos excêntricos para impedir o roubo de um valioso artefato religioso. As reflexões filosóficas que pontuam a ficção de Chesterton e a escolha do método humanístico da intuição em detrimento da dedução garantiram ao Padre Brown um lugar junto aos grandes detetives da literatura, como Dupin e Sherlock Holmes"

Neocalvinismo: uma avaliação crítica [**]






Cornelis Pronk
Editora Os Puritanos - Edição Kindle
29 Páginas


"Numa época onde "pensamentos especulativos, abstratos e filosóficos têm eliminado a obra soberana, espiritual e interna da Palavra, tornando-a um conceito cerebral e intelectual"; onde o interesse pela teologia tem sido visto como algo essencialmente intelectual e lógico; onde se vê uma "aceleração do processo de secularização dos valores espirituais"; onde tem havido um "aumento cada vez maior do contato com o mundo e uma exposição ao espírito do mundo" e a fé Reformada é ameaçada de se tornar mais e mais "estereotipada ou vazia", este pequeno livreto é extremamente importante, sendo a única avaliação disponível desse "movimento" em nossa nação. "O que precisamos não é Neocalvinismo, mas a antiga e clássica fé Reformada, que é Escriturística, confessional e experimental".

Anna Karenina [****]


Leon Tolstoi
Amazon Kindle
865 Páginas

"Embora seja uma das maiores histórias de amor da literatura mundial, Anna Karénina não é apenas um romance de aventura. Verdadeiramente interessado por temas morais, Tolstoi era um eterno preocupado com questões que são importantes para a humanidade em todas as épocas. Bom, há uma questão moral em Anna Karénina, embora não aquela que o leitor habitual possa crer que seja...". 


Quincas Borba [****]





Machado de Assis
Editora Nova Aguilar
274 Páginas*

"Quincas Borba é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como folhetim na revista A Estação, entre os anos de 1886 e 1891 para, em 1892, ser publicado definitivamente pela Livraria Garnier. No processo de adaptação de folhetim para livro o autor realizou algumas mudanças mínimas, mas significativas"


*Obs: Livro comprado na versão Amazon Kindle, extraído da edição "Obras Completas de Machado de Assis", publicado pela ed. Nova Aguilar em 1994. É uma obra que está em domínio público e pode ser baixada, gratuitamente, no site da Biblioteca Nacional

Outra Volta do Parafuso [***]


Henry James
Abril Coleções
192 Páginas
"Esta novela de terror narra estranhos episódios ocorridos em uma casa de campo inglesa, onde duas crianças vivem com sua governanta e uma empregada. Numa estrutura narrativa brilhante, Henry James deixa a critério do leitor decidir se está diante de uma verdadeira história de fantasmas ou do fruto da alucinação da governanta. Tradução: Brenno Silveira; Contem 16 páginas que explicam a importância do autor e da obra na literatura universal."

A Invasão Vertical dos Bárbaros [***]




Mário Ferreira dos Santos
168 Páginas
É Realizações Editora



"O livro que você tem em mãos é um manifesto sobre como hoje se dá a tragédia da condição humana esmagada sob a bota da superficialidade, um modo da barbárie. Como todo manifesto, tem uma marca: a urgência em passar uma ideia. Neste caso, a denúncia da invasão da barbárie. Como toda urgência, corre riscos de ser mal entendido devido à superficialidade que acomete quase todo manifesto e quase toda denúncia.
Mas o mau entendimento com relação à obra de Mário Ferreira dos Santos é quase um pecado porque ele, talvez mais do que a maioria dos filósofos brasileiros, era profundo como um abismo e, às vezes, manifestos escondem esses abismos, mas este não é o caso. Talvez um modo de compreender a barbárie que dá título a este livro seja exatamente este: Mário Ferreira dos Santos se recusa a esconder o abismo sobre o qual se dá a experiência humana e mostra como é urgente que cuidemos dele". Luiz Felipe Pondé

Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]