Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

Evangelho de Lucas - Comentário Esperança (*)


Fritz Rienecker
Editora Esperança

5 comentários:

Jorge Fernandes Silva disse...

Apesar da doxologia (fundamental do texto), Fritz Rienecker resume a sua tarefa em comentar o Evangelho de Lucas sem aprofundar-se nele. Há casos em que sequer cita as partes de difícil interpretação (ou polêmicas, para alguns).
O arminianismo levá-o a uma exegese confusa e conflitante em alguns versículos, insufla-o a "flertar" com o universalismo (pg.55 - comentário ao v.10), e com a proeminência da experiência pessoal sobre a Palavra ("o crer deve levar ao ver" - pg. 62 - comentário ao v.11).

Jorge Fernandes Silva disse...

Exemplo de exegese mal executada ou tendenciosa:
Verso 10.22 - É clara a acertiva do Senhor Jesus: "...ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". O comentário do autor: " O reconhecimento do desígnio divino de salvação depende de reconhecermos o Filho, o único que conhece o Pai e que o revela àqueles que o reconhecem como a revelação do Pai".
Fica clara, ainda que sutilmente, a inverção que Rienecker faz da afirmação do Senhor. Jesus disse claramente que o Pai é revelado àquele que o Filho "QUISER" revelar. Rienecker distorce o sentido do versículo ao afirma que "àqueles que o "RECONHECEM" como a revelação do Pai". O sujeito da ação deixou de ser Jesus, que é quem escolhe a quem vai revelar o Pai, para ser o homem, o qual é quem RECONHECE o Filho, que por isso (pelo reconhecimento do homem, pelo feito humano de reconhecer o Filho), como um prêmio, revelará o Pai a ele.
Este tipo de "contorcionismo" semântico, faz desmoronar e lançar por terra a confiabilidade do comentário, e por conseguinte, do comentarista.

Jorge Fernandes Silva disse...

Rienecker "pisa na bola" novamente, ao afirmar, na explicação do trecho do v. 6-9:"Quando estiver comprovado o insucesso do trabalho do Senhor na geração de Israel...". Comentando a parábola da figueira estéril, ele chega ao cúmulo de afirmar o comprovado insucesso do Senhor, demonstrando incompreensão do texto bíblico, e desconhecimento da natureza de Deus. É o que se pode chamar de "desglória" a Deus, pois deixa de exaltar os atributos do nosso Senhor. Sabemos que a obra Cristo foi consumada, plena e totalmente cumprida conforme os decretos estabelecidos antes da fundação do mundo. Então, é impossível e inconcebível que Ele, o Senhor da glória, possa ter falhado, ainda que num átimo.
Fritz parece desconhecer a perfeição de tudo o que Deus faz; mas a ofensa está relacionada com a questão de Israel aceitar/rejeitar a Jesus. Fica clara a necessidade de se estabelecer uma justificativa para a aceitação humana ou não de Cristo. E aí, o insucesso de Cristo se deve ao desprezo do homem. E se a obra de Cristo não surtiu o efeito positivo no povo, Ele falhou. Esta analogia que visa justificar o livre-arbítrio não passa de anomalia teológica; e de abominação a Deus; ao colocar o homem acima de Cristo, e de Sua obra gloriosamente consumada; e pôr a vontade do homem acima dos decretos divinos, como se ele pudesse frustá-los.

Jorge Fernandes Silva disse...

Rienecker causa-me desagravo e aversão. Não consigo expressar o que sinto ao lê-lo: "...Jesus lamenta pelo fato de mais de uma vez ter tentado, sem sucesso, proteger os moradores do iminente juízo"; ou: "Em todas as vezes, sua amorosa determinação fracassou diante da resistência insuperável da oposição deliberada"[Cristo sobrepujado pelo homem: um verdadeiro absurdo!(comentário a Lc 13.34-35)].
O que ele descreve é o poderio do homem sobre Deus; uma blasfêmia, uma heresia atrás da outra é necessária para que o livre-arbítrio e a descrença de Fritz se consolidem. Ainda que seja "apenas" um desvio psicótico, uma obsessão... mas ainda assim, uma obra maligna!

Anônimo disse...

bom comeco