Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

O Laboratório dos Venenos (****)



Arkadi Vaksberg
Editora Nova Fronteira
304 Páginas


"Descrição: Desde a Antigüidade, veneno e História caminham lado a lado. Cleópatra usou o de uma cobra para livrar-se da humilhação de cair prisioneira dos romanos. Napoleão teria sido vítima do arsênico. Saddam Hussein encontrou seu fim na forca por ter, entre outros crimes, envenenado aldeias inteiras de curdos com gás letal. É dessa relação tão próxima que Arkadi Vaksberg tira o fio condutor de seu novo livro, O laboratório dos venenos: de Lênin a Putin, que desvenda o uso de substâncias tóxicas como arma política na Rússia, desde a extinta União Soviética, no início do século XX, até o momento atual.Trata-se de um livro imperdível para quem quer entender os meandros do jogo político de bastidores, onde espionagem e assassinatos são lugar-comum, O laboratório de venenos é também uma excelente aula de história dos últimos cem anos"

9 comentários:

Jorge Fernandes disse...

O subtítulo do livro diz: "A indústria do assassinato político na Rússia de Lenin a Putin".
É um livro de morte, literalmente. Desde a primeira página já se sabe o que lerá: o extermínio meticulosamente planejado de inimigos, ex-aliados, e aliados do comunismo bolchevista.
Tudo começando com o arsenal de mentiras de Lenin, garantindo o direito à vida, não o direito à morte. Como sua célebre frase: "Nós tomaremos outro caminho", ao afirmar que a morte não seria o caminho do movimento. Em seu cinismo e deboche, Lenin substituiu-a, após a tomada do poder, por outra célebre frase: "Tudo que serve à causa da revolução é moral", inclusive, extermínios em massa.
O interessante é que Arkadi Vaksberg teve acesso a vasta documentação, e o volume de citações, nomes, locais, situações é gigantesco. Praticamente, não se tem apenas o autor falando, mas ele dá voz a um sem número de personalidades que fizeram parte da história russa, e, porque não, do terrorismo internacional.
Foi exatamente os comunistas que espalharam pelo planeta táticas de guerra, de extermínio de civis, muito antes de Hitler fazê-lo (e, nem mesmo Hitler chegou ao nível estatístico dos "vermelhos").
Vaksberg trata em seu livro dos assassinados perpetrados por Lenin e Stalin (principalmente), os quais se serviram de uma verdadeira indústria da morte, o laboratório secreto de produtos tóxicos, onde cientistas eram encarregados de pesquisar e descobrir venenos cujos vestígios não pudessem ser detectados, mesmo em autópsias.
Assim, o governo bolchevista, iniciou o plano de eliminar os inimigos mais visíveis até os colaboradores do "golpe", aqueles que detinham capacidade de desmascarar a farsa comunista, e de expor a sua real face. Teceu-se uma teia espalhada por todos os continentes, com a conivência e chancela da intelectualidade burguesa, infeliz e suícida ocidental.
Arkadi relata os assassinatos com detalhes, desde a elaboração dos planos, os motivos, como, por quem e a mando de quem foram executados.
É um show de horrores perceber até que ponto a crueldade e insanidade do homem pode chegar (e há quem afirme a bondade inerente da alma humana... se não fosse a restrição de Deus à maldade do homem, este planeta já não teria uma vida sequer). Não foram poucos envolvidos que colaboraram na execução de amigos, esposas e parentes.
Creio que no comunisco e no nazismo (os irmãos siameses) a imoralidade e bestialidade chegaram ao seu ápice, acrescida de altas doses de sadismo e cinismo dos adeptos.
Este é um testemunho histórico de que a esquerda nada mais é do que um serial-killer estatal.

Jorge Fernandes disse...

"No final dos anos 1930, a máquina de destruição funcionava a pleno vapor. Todos os concorrentes políticos de Stalin haviam desaparecido: desde então, tratava-se de eliminar todos aqueles que não tinham sido completamente cooptados por ele. Milhões de pessoas haviam sido ceifadas pelo Grande Terror, liquidadas 'legalmente', após veredictos proferidos por falsos tribunais ou por decisões especiais de outros órgãos que não eram da alçada jurídica. Aqueles que precisavam desaparecer sem que se pudesse incriminá-los como inimigos do povo eram entregues ao comando arbitrário de professores de medicina e de cientistas do laboratório especial" (pg 107).
Esse relato, nem de perto, se aproxima as descrições bizarras e macabras das mortes perpetradas por Stalin aos seus opositores. Não que o autor queira acentuá-las, narrando-as com excessivo mau-gosto, mas porque as tramóias são planejadas com tanta malignidade, crueldade, que não vejo outra saída para o autor.
É um livro massante. Ao se entrar na mente de Stalin não sobra muita coisa além de ódio, vingança, medo, paranóia, mentira. Os motivos, muitos fúteis, são descritos suficientemente para se perceber o carater doentio do ditador. Um carniceiro, assim como Lenin, e um sem número de subalternos que se divertiam com o assassínio, e, muitos deles, provaram do próprio veneno, em virtude do perigo que representavam para o "Guia" e seu governo sanguinário.
O Laboratório dos Venenos é um livro indigesto, nauseante, fruto de uma realidade a qual ninguém pode desacreditar: o socialismo é perverso como perverso são seus mentores.

Jorge Fernandes disse...

O Laboratório dos Venenos é um livro revelador. Não que haja novidade em suas páginas, pois sabemos muito bem como funciona a máquina estatal comunista (os exemplos são muitos. Vide a Coréia do Norte, China, Cuba, Bulgária... e todo país onde a doentia e diabólica mente do marxismo se estabeleceu).
Porém, creio que até o mais bem versado na estrutura de atuação da esquerda, se sentirá enojado, absurdado, oprimido pela capacidade tirânica, malévola, imoral e destrutiva do comunismo soviético, dos seus líderes em manter a qualquer custo o poder total. Para isso, forja-se mentiras, manipula-se fatos, e a realidade, bem como a verdade, são meros detalhes em suas mãos. O que vale é o pensamento do "Guia", e a manutenção do poder político, social, mental e físico dos seus "escravos".
A morte, portanto, é uma técnica mais que legítima, necessária para se calar eventuais e potenciais inimigos. A oposição não tem lugar entre Lenin, Stalim, Kruchov e seus pares.
Um governo que exterminou dezenas de milhões de compatriotas, e lançou outros milhões em campos de concentração, do que se pode esperar? Ela é fruto de uma ideologia maquiavélica, doentia, sanguinária, que deseja minar toda e qualquer possibilidade de discussão, de debate, de pensamento. São autômatos a serviço do grande líder, e de seus ideais.
Cheguei a um ponto em que pegar no livro me trazia ânsias de vômito, como se tivesse comido algo estragado. Talvez, porque, as técnicas de extermínio comunistas e a maneira como eram planejados os atentados, e como os "opositores" eram tratados (muitos sequer sabiam sê-los), fizesse o trabalho de bilhões de bactérias inimigas.
O Laboratório dos Venenos relata fatos e incidentes nauseabundos, terríveis e indigestos a qualquer consciência moral.
Infelizmente, o homem natural, e em especial o marxista, sequer sabe o que venha a ser moral, e vive rindo-se da humanidade em sua imoralidade e loucura.

Jorge Fernandes disse...

Aos simpatizantes da esquerda, aos súditos de Karl Marx, aos propagandistas do caos social, político e intelectual, aviso:
Leiam o livro, antes que você prove do seu próprio veneno!
E não falo apenas da destruição do individualismo, mas da consciência moral, e por conseguinte, do próprio indivíduo.
A palavra socialismo pode parecer bonita, mas traz em seu escopo um único elemento: a morte do homem.
E a degradação desse homem, e sua equiparação a menos do que um animal (a ecopolítica não nos trata assim?) é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada a destruição.

Anônimo disse...

Bom,Já vou dizendo que não sou muito de ler.

Mais como nesse momento não tinha nada pra fazer, fiquei navegando na internet e acabei até aqui.
Lendo os comentários do prezado Fernandez; nunca na minha vidinha mediocre imaginei que a história do Comunismo fosse de tamanho pavor.
Sempre fui contra o Capitalismo e tinha certa afeição pelo comunismo(pela vã filosofia que eles pregavam) pelos direitos de igualdade a toda as raças.
O texto do prezado Fernandez me fez "arrepiar"e me fez imaginar como a mente doentia do governo comunista que disseminou no mundo o ódio e o desejo por destruição.
Não tenho como expressar como nesse século 20 que se passou,o ser humano mostrou tão animalesco pelo desejo de poder, pelo mero prazer de se acharem deuses.
O inferno para esses carniceiros "deve ser pouco" para esses lunáticos.

Valeu pelo texto prezado Jorge Fernandez me fez refletir aqui e me mostrou que devo pesquisar mais sobre a história da humanidade.
Vou ler esse livro.O Laboratório dos Venenos.

Obs.Depois volto e dou meu comentário a respeito do livro.


Um forte Abraço.

Edson
São Paulo-Capital

Jorge Fernandes Isah disse...

Edson,

obrigado por sua visita e comentário.
Estarei aguardando o seu retorno após a leitura do livro.
Como dica, informo que o "Laboratório dos Venenos" está em promoção no Submarino, ao preço de R$10,00 + frete (aproximadamente R$5,00).
Vale a pena lê-lo, apesar de, como disse, ser um livro indigesto e até mesmo nauseante, ao relatar tão fielmente a máquina estatal comunista de extermínio.
Abraços.

Anônimo disse...

Vai ai minhas desculpas Jorge Fernandes Isah, errei por várias vezes o seu nome,só meio desligado na hora de corrigir o texto e as vezes não percebo que errei algumas frases.

Tinha visto sim o preço do livro no site no submarino e já fiz o pedido.Com um preço daquele não resistir.hehehe

Um forte abraço.

Edson Souza
São Paulo-Capital

Anônimo disse...

Sério se eles eram tão versados na arte do veneno, porque o Trotsky morreu a machadadas?
Não acredite em tudo que lê, geralmente uma boa parte é mentira. Como o Lenin matou tanta gente envenenada se morreu pouco tempo depois da revolução ter triunfado?
Até os russos sabem que o Stalin era um canalha, sem novidades até ai...

Jorge Fernandes Isah disse...

Caro anônimo,

você está certo! Seguirei o seu conselho de não acreditar em tudo o que leio e, portanto, considerarei tudo o que falaste como mentira [rsrs].

Abraços.