Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

A Ladeira da Memória [**]





José Geraldo Vieira
Editora Saraiva
320 Páginas


[Edição de 1950, esgotada. Atualmente publicada pela Editora Planeta do Brasil]

Um comentário:

Jorge Fernandes Isah disse...

Este é o primeiro livro lido do autor. E foi-me difícil até mesmo ter uma impressão geral da narrativa [talvez por isso eu não tenha feito comentários à medida em que o lia]. Provavelmente por uma incapacidade minha de entendê-la e apreendê-la, talvez por alguma deficiência do texto. Fato é que foi-me um livro meio que indiferente; à exceção foram as cenas em que descreviam uma vida urbana típica dos anos 30 e 40, remetendo-me a um saudosismo que não vivi [sou saudosista com quase tudo que tem mais de 10 anos...].

Algo que me chamou a atenção foi a preocupação do autor com o aspecto moral, em revelar os conflitos, a dor, o perigo e, de certa forma, o assumir o risco de transpor os limites estabelecidos socialmente. Mas muito mais do que isso, havia uma acusação da consciência, o que raramente pode ser visto atualmente, não na ficção apenas, mas no cotidiano, na realidade das salas, quartos e ruas.

José Geraldo Vieira escreveu uma tragédia, onde todos os elementos de uma tragédia, amor, traição, morte, sofrimento, etc, estão presentes.

O núcleo da história é Jorge, um médico que também é romancista e se apaixona por uma jovem casada, Renata. O amor deles é quase platônico, sublimado, renunciado, em que a abnegação reconhecia no outro o poder de se privar voluntária em favor do bem e do direito alheio.

É a história do amor impossível, mas de um amor muito próximo do amor divino, de um amor expiatório.

Bem, não sou de contar as histórias, e não o farei por aqui também...

Parece-me apenas que o autor poderia ter reduzido o livro a algumas dezenas menos de páginas, talvez umas 50 o texto ficaria mais enxuto.

De uma forma geral, foi uma boa primeira impressão e experiência, que me levará a ler outras obras do autor, na esperança de, então, compreendê-lo melhor e à sua narrativa.