Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

O Homem que era Quinta-Feira [***]



G. K. Chesterton
Ediouro Publicações
176 Páginas


"O Homem que era Quinta-Feira' é, a um só tempo, uma sátira aos revoltosos escoceses e uma caricatura das conspirações políticas. O autor conseguiu ver e retratar, com maestria, o humor e o absurdo sempre presentes nas disputas políticas".

4 comentários:

Carlinhos Horta disse...

Parece bem interessante o livro. Sucesso ao blog!

Abs.

http://escondidin.blogspot.com/

Jorge Fernandes Isah disse...

Carlinhos,

o livro é divertido, meio que uma sátira à estupidez ideológica revolucionária, sem deixar de ter apelos líricos e absurdos, como de praxe parece agradar a Chesterton, e a mim também.

Como toda sátira ou gênero parecido, o exagero é um ingrediente sempre presente, mas aqui ele apenas retrata a mentalidade revolucionária doentia, materializada nos ideólogos do marxismo.

Por hora, estou na pag 128, e o livro tem me agradado muito. Chesterton é mordaz, instigante, irônico e provocador, levando-nos sempre à reflexão [com aquele tipo peculiar de humor inglês, e que, infelizmente, não se vê e lê mais].

Vale a pena a leitura do livro, ainda mais por ser bem baratinho.

Abraços

Igor Carvalho disse...

Olá amigo, gostaria de convidá-lo a leitura deste artigo e se possível que o compartilhe em seu blog: http://semeadordeamor.blogspot.com/2012/02/conscientizacao.html

Atenciosamente,

Igor Carvalho

Jorge Fernandes Isah disse...

Ao final do livro, Chesterton dá a impressão de estar imerso em um sonho, em um delírio, em que quase nada faz sentido, até mesmo a perseguição tenaz entre o Domingo [o presidente do movimento anarquista que, na verdade, é quase um sultão moderno] e os policiais que se infiltraram na organização revolucionária como espiões, mas que foram designados pelo próprio Domingo.

Li as últimas quarenta páginas em meio a uma febre de 39 graus, e pode ser que seja eu a delirar [rsrs]; mas o fato é que, pareceu-me, Chesterton, através de uma pilhéria, querer mostrar quão perdido o homem se torna em seus projetos políticos, de forma que o aparente nem sempre é o que parece, e o impensado se materializa facilmente no trivial.

No fim-das-contas, é uma luta meio tola e egoísta, ainda que motivada por elementos humanitários ou solidários. O clima atônico e de assombro perpassa as últimas páginas, em que tudo se confunde num clima meio que lisérgico, mas vai ver, é fruto apenas do analgésico e antitérmico que tomei em profusão.