Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

A Gramática do Teu Corpo [****]










Fábio Ribas
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95 Páginas

 "Escrever é arriscar-se a perder o objeto que se quer prender no verso escrito... "A Gramática do Teu Corpo" expressa essa luta com a linguagem e seus limites, as possibilidades da poesia e suas frustrações, os limites da palavra e o que pode e não pode o signo linguístico. É a eterna luta entre o texto, a textura e a tessitura de um signo que labora entre o que projeta e o que é, de fato, real. Todavia, antes de tudo, este livro de poemas é uma declaração de amor à mulher amada."


2 comentários:

Jorge Fernandes Isah disse...

Este é o segundo livro de poesias publicado pelo Fábio Ribas. O primeiro, lançado no ano-passado, A trajetória do Indivíduo, um tempo não muito distante deste lançamento. Parece-me, entretanto, que existe um hiato, uma lacuna maior entre aquele e este. Talvez uma década os separem. E há um sensível amadurecimento do poeta, ainda que o estilo intimista, genuíno, e permeado por imagens belas, graciosas e bucólicas, remetendo-nos à singeleza e graça, estejam presentes em ambos os livros.
Deste, o amor é o ponto central. Uma extensa declaração à amada; quase uma veneração à metade que lhe é a melhor parte, da qual não pode se separar, e sem a qual estará incompleto. Quando Adão, no Éden, declarou a respeito de sua Eva, chamou-a de “osso dos meus ossos, e carne da minha carne”, o Senhor, ao consumar a sua obra, certamente olhava para todos os casais unidos em torno de Si, pelo amor que os une, fazendo deles um só. Nessa multidão de corpos e almas, Deus vislumbrou o Fábio e sua amada. E se alegrou.
Os poemas são, em sua maioria, curtos, quase uma exclamação, ou um suspiro, no deleite do outrem. Logo as primeiras páginas me remeteram à lembrança de “Cantares”; a descrição pura, santa, apaixonada, do Noivo e a Noiva. Parece-me que Fábio se inspirou na pena sobrenatural de Salomão. Com isso, não estou a dizer que ele produziu uma cópia, ou um plágio, mas de que o espírito daquele texto é perceptível neste: o amor sublime, divino!
Não há como não reconhecer a verdade nos versos decantados de Fábio; porque a sua alma, impregnada do Imago Dei, reconhece que todo o amor, verdadeiro e real, procedem apenas daquele que é o Amor. E como o seu súdito, ele aprendeu, compreendeu, reconheceu, e agora é capaz de, tal como um aprendiz dedicado, revelar na sua obra os traços do Mestre.
Ah, Fábio! Em tão pouco tempo já és um poeta feito! Os versos ternos e suaves, tal qual uma brisa no verão, são capazes de tocar qualquer coração, até mesmo brotar lágrimas e meiguice de uma pedra.
Enquanto muitos, como nós, ainda tateamos no escuro, em busca da poesia quase perfeita, tu já a alcançaste, com maestria.
Então, o que ainda posso dizer? Não pares, homem! Continues a escrever! Até o dia em que declamará os seus versos diante do trono do Altíssimo, agradecido por tudo que lhe deu. Em especial a inspiração: Lucila, a dileta!

Fábio Ribas disse...

Queridíssimo, Jorge. Encantado com tuas palavras. É tão bom, meu amigo e irmão, poder compartilhar contigo mais este livro. Agradeço o carinho com que vc leu os meus versos e fico muito feliz de tê-lo como meu leitor. Abraços muito afetuosos. Deixaste-me sem palavras! Muito obrigado mesmo, meu querido.