Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

A Lei de Deus no Mundo Moderno (***)

Kenneth L. Gentry Jr.
Publicações Monergismo
www.monergismo.com

"Ter um padrão revelado e objetivo remove qualquer conjectura sobre como deve ser o viver justo". Assim escreve Kenneth L. Gentry nesta lúcida introdução à "teonomia" a visão que a Lei de Deus permanece normativa para a vida hoje. Escreve ele: "Sempre pensei que a frase 'não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça' ensinasse que não temos obrigações de obedecer aos padrões éticos de Deus. 'Isto é o Antigo Testamento!' era uma forma fácil (porém falaciosa) de rejeitar a Lei Mosaíca".
O Dr. Gentry descreve como ele se convenceu da relevância continua da Lei mora e civil do Antigo Testamento, observando especialmente o testemunho de Jesus e do Novo Testamento sobre a validade permanente da Lei. Gentry escalrece em que sentido os crentes do Novo Testamento não estão debaixo da Lei, e explica as funções da Lei na pregação do evangelho, na conduta do cristão e na política nacional. Além disso, ele responde às objeções contra a teonomia e apresenta os benefícios práticos de aplicar a Lei de Deus à tudo da vida.
Todo aquele que esteja tentando entender o papel do Antigo Testamento no mundo moderno encontrará ajuda neste tratamento muito claro e conciso.

5 comentários:

Oliveira disse...

Amigo Jorge

Vejo que o colega está dando os primeiros passos rumo ao pós-milenismo... risos...

Eu já fui totalmente fisgado, e o livro em questão, devorei rapidamente.

Um grande abraço

Jorge Fernandes disse...

Natan,
Ainda não fui "fisgado", e você sabe a minha opinião sobre o pós-modernismo (mesmo não sendo uma opinião abalizada,estudada).
O assunto em questão me interessa muito mais, a teonomia, que tem relação com o pós, mas ainda não é pós, se me entende.
De qualquer forma, o livro do Gentry Jr. é uma introdução à teonomia e, francamente, sou completamente teonômico (até onde conheço o assunto).
Abraços.

Jorge Fernandes disse...

Parabenizo o Felipe Sabino, tutor do site Monergismo, pela iniciativa de editar na forma física livros que, provavelmente, nenhuma editora "formal" teria a coragem de publicar. Há uma carência em português de material de escritores fundamentais como Arthur Pink, Gordon Clark, Vincent Cheung, Rousas Rushdoony, Gary Bahnsen e tantos outros, e que estão disponíveis em artigos e ebooks no Monergismo.com
Oro para que a Monergismo Publicações seja um sopro novo de avivamento na igreja brasileira.
Sugiro uma parceria com a editora do Iain Murray, e sejam publicados textos dos puritanos ingleses: Owen, Gil, Bunyan, Perkins, Goodwin...

Jorge Fernandes disse...

"A Lei de Deus no..." é uma introdução à teonomia. Teonomia significa a "Lei de Deus"; e de que a Lei Moral do A.T. somente pode ser revogada se houver uma anulação expressa no N.T.[por revelação ou exemplo, mas jamais saindo do escopo da Escritura], e de que sua autoridade é moral e judicial para os dias atuais. O homem tem o dever de obedecer as leis do A.T. a menos que o N.T. a modifique ou anule.
Como apenas Deus estabeleceu o que é certo e errado, expressando-a através do código mosaíco, não cabe ao homem modificá-lo ou invalidá-lo. A sua aplicabilidade está caucada na ética cristã, fundamental para a reconstrução da sociedade dentro do padrão moral divino.
Não se pode confundir o cumprimento da Lei Moral com a salvação, a qual é pela graça e soberana escolha de Deus.
Também, não se pode confundir o cumprimento da Lei com o sistema pactual. A Nova Aliança é superior à Antiga Aliança, e não temos de cumprir os "sacrifícios" do A.T., pois Cristo cumpriu-os por nós. Mas isso não invalida a Lei como o indicativo de santidade, e regulador social, refletindo a justiça de Deus.
O Livro aborda esses e outros tantos pontos, servindo como um apanhado geral sobre a importância da Lei na sociedade, ou seja, a conduta cristã se baseia na obediência à Lei. Talvez, por isso, haja tantos escândalos, e o mal encontre-se sem "freios".
Portanto, a teonomia traz tanto benefícios pessoais (revelar o pecado, levar à conversão, à santificação [como "aio", indicativo, apontando para]), como social (aplicar a justiça de Deus, restringir o mal).

Jorge Fernandes disse...

ERRATA: Ato falho no comentário ao comentário do Oliveira, escrevi "pós-modenismo" quando deveria escrever "pós-milenismo".
Desculpem a falha.