Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

O Evangelho segundo os apóstolos [***]




John MacArthur Jr.
Editora Fiel
344 Páginas

7 comentários:

Mandy disse...

oi fofura *-* me amarreeii no seu blog ... visita ii segue o meu ?! >.<

http://idealemoff.blogspot.com/

Jorge Fernandes Isah disse...

Oi, Mandy!

Continue escrevendo, mas sobretudo, lendo ainda mais.

Abraços.

Cristo a abençoe!

Jorge Fernandes Isah disse...

Neste livro, MacArthur reafirma muito do que foi dito em outros livros [não li ainda "O Evangelho Segundo Jesus", o qual parece ter uma relação mais direta com esta obra], o que também confirma a minha predileção pela escrita direta, pastoral e bíblica do pr. John.
Como já disse em outros lugares, MacArthur é um dos melhores pregadores e escritores cristãos da atualidade, especialmente no que se refere à apologética.

Aqui temos o autor envolvido em revelar os desvios que o movimento do não-senhorio de Jesus tem implementado em boa parte da igreja evangélica.

Em linhas gerais, para quem ainda não sabe, o "movimento do não-senhorio" de Cristo afirma que alguém pode ser salvo sem apresentar um fruto sequer. A salvação, pela graça, em si mesma, não está "atrelada" à santificação ou ao testemunho que o salvo deveria dar.

Contrariamente ao que a Bíblia afirma, segundo os proponentes desse movimento, o cristão pode ser salvo mesmo sem arrependimento, sem fé, sem frutos, etc, pois é bastante apenas e tão somente a graça. Isso é uma verdade, porém, uma meia-verdade.

Quanto à salvação ela é completamente de Deus, o homem não pode colaborar em nada. Mas ela pressupõe um processo, ainda que tenha sido decretada eternamente. E esse processo também é decretado, de tal forma que o salvo terá fé, arrepender-se-á, será regenerado, santificado e dará frutos para a glória de Deus [não nesta sequência].

Portanto, um salvo não precisará das obras para a salvação, mas as obras confirmarão a sua salvação.

O que o movimento sem o senhorio de Cristo proclama é que Deus salvará o homem ainda que ele não saiba, não queira, e não seja capacitado a testemunhar a sua eleição. Poderá mesmo continuar tão ímpio que não haja diferença em sua natureza.

Mas tudo isso é avesso e alheio à verdade, ao que a Bíblia nos revela, porque o Senhor nos disse que pelos frutos conhecereis a árvore [MT 7.16-20], numa clara alusão de que o cristão dará frutos que revelem que é semelhante a Cristo. Da mesma forma, o Senhor também disse que seriamos reconhecidos como seus discípulos se amássemos uns aos outros [Jo 13.35]; ou seja, os frutos são uma espécie de atestado daquilo que somos, do que nos tornamos pelo poder Deus.

É estranho que haja entre aqueles que se dizem discípulos de Cristo quem defenda o não discipulado a um salvo.

Interessante que a doutrina do não-senhorio reconhece a parte mais fácil para o homem [a salvação], mas sem as suas implicações diretas [a servidão, a sujeição ao Senhor; que resultará na morte do velho homem e no surgimento do novo homem].

MacArthur demonstra, no decorrer do livro [ainda não conclui-o], a impossibilidade de se ser salvo sem ser servo; de receber a redenção sem se sujeitar ao Redentor.

Essa doutrina nada mais é do que outra distorção, uma nova tentativa de anular o Evangelho e a obra completa de Cristo na vida do eleito.

Jorge Fernandes Isah disse...

Ao final do livro, posso assegurar que ele é muito bom, ao abordar a fé ortodoxa-bíblica e os equívocos que se cometem quando se sai dela. O problema está sempre em abandonar aquilo que a Escritura diz e que foi corroborado através dos séculos pela igreja.
Uma interpretação que suprima um princípio ou descontextualize a Bíblia implicará na heresia ou no erro [ambos se misturam de tal forma que é difícil separá-los, ainda que se tente fazê-lo tenazmente].
O próprio pr. MacArthur, dispensacionalista, afirma que boa parte do erro da teologia do não-senhorio está centrada nas distorções e falácias que o movimento dispensacionalista impetrou nos últimos dois séculos. Como ele afirmou, nem todos os dispensacionalistas aderem ao não-senhorio, mas todos os defensores do não-senhorio são dispensacionalistas.
Para ele, o erro não está no dispensacionalismo em si, mas em suas formas mais "radicais" de reinterpretar a Escritura. Pode ser... visto ser ele mesmo um deles e combater ferrenhamente o não-senhorio. Porém, fica patente a influência ou fundamento do dispensacionalismo para o surgimento da teologia do não-senhorio, que somente tomou forma a partir daquele.
Acontece que tem de haver uma fragmentação, dissociação, ruptura na doutrina bíblica para poder se criar algo tão equivocado como a teologia do não-senhorio. Em outras palavras, seria o mesmo que querer um cristianismo sem Cristo, onde ele apenas nos salvaria, sem jamais ser o nosso Senhor. Seria negar toda a Escritura, em seu princípio mais evidente: Cristo como Senhor e Salvador. É interessante que na maioria das vezes em que Cristo é apresentado na Escritura, é-o primeiramente como Senhor e depois como Salvador. Nunca o contrário, revelando que para sermos salvos é necessário que sejamos também servos de Cristo. Separá-los nada mais é do que se criar um outro cristo, um cristo não bíblico, parte de um cristianismo não-bíblico, não revelado; e que nem mesmo pode ter um "reino" visto não haver súditos para formá-lo.
Por isso, este livro é leitura obrigatória para aqueles que defendem a fé bíblica e desejam se informar sobre mais essa heresia que tenta conservar ímpios na impiedade de um cristianismo vazio, fácil, irresponsável e que ofende, em todos os aspectos, Deus e sua graça... desprezando a sua santa palavra.

Jorge Fernandes Isah disse...

Trechos do livro:

"A teologia do não-senhorio [de Cristo] teria um efeito amenizante num cristão professo que tenta racionalizar a imoralidade prolongada. Em vez de submeter sua consciência e comportamento à mais intensa auto-análise, ele podia achar segurança na idéia de que, afinal de contas, muitos cristãos são permanentemente 'carnais'. Com certeza, a crença de que o arrependimento é opcional encoraja aquele que deseja afirmar que segue a Cristo enquanto justifica uma vida de pecado impenitente. Sem dúvida, a pregação que promove constantemente a 'graça' e jamais mostra a lei pode ajudar esse tipo de pessoa a achar conforto enquanto peca. A doutrina do não-senhorio é uma conveniência perfeita para qualquer pessoa que tenta justificar um cristianismo frio" [John MacArthur Jr.]

"O terrível é que hoje muitos pregadores, sob o pretexto de magnificar a graça de Deus, têm representado Cristo como ministro do pecado, como alguém que, mediante seu sacrifício expiatório, obteve uma indulgência para os homens continuarem satisfazendo sua concupiscência carnal e mundana. Hoje, um homem que professa crer no nascimento virginal, na morte vicária de Cristo e alega confiar somente nEle para a salvação pode ser considerado um cristão verdadeiro em quase todos os lugares, embora sua vida não seja diferente da pessoa mundana que não professa o cristianismo. O diabo está levando milhares ao inferno por meio dessa ilusão. O Senhor Jesus pergunta: 'Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?1 [Lc 6.46]; e, insiste: 'Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus [Mt 7.21]'".
[Arthur Pink, citado por MacArthur, pg. 337].

"O Cristianismo contemporâneo encontra-se em desordem e decadência; e a situação se deteriora ano após ano. A verdade da Palavra de Deus tem sido reduzida e comprometida para se alcançar um denominador comum que atrairá e acomodará o maior número de participantes. O resultado é um cristianismo híbrido essencialmente centrado no homem, materialista, mundano, que desonra vergonhosamente o Senhor Jesus Cristo. Esta degeneração deve-se, em grande parte, ao evangelho errôneo apresentado por muitos ao redor do mundo" [ Jeffrey E. Wilson, citado por MacArthur, pg. 339]

rodrigo disse...

“Cristianismo pós-apostólico um delírio”.
O "cristianismo" pós-apostólico em sua institucionalização é um formidável equívoco, seu ministério (ensino pós-apostólico) nada mais é que um imensurável engano. Seus mestres, seus Papas, seus padres, pastores, bispos, apóstolos, missionários etc equivocaram-se. Todos deliram, suas prédicas são monstruosas, sua ganância tornou-se única força motriz dessa parafernália toda.
Conclusão: Se Cristo é o caminho, a verdade e a vida, o cristianismo é o descaminho, o equívoco e a morte.
A vida de Cristo (eterna) é a única posse válida para aquele que creu.

Jorge Fernandes Isah disse...

Rodrigo,

você pode ter razão em algo que diz, mas erra redondamente ao generalizar e colocar todo mundo no mesmo balaio. Dizer que "todos deliram" é uma falácia e tanto, até porque você não é onisciente e onipresente para conhecer todos os cristãos em todos os tempos e confirmar sua afirmação. Dizer que parte do Cristianismo caminha para longe de Cristo é uma verdade, mas esquecer-se de que o próprio Senhor disse que as portas do Inferno não prevaleceriam contra a Igreja, já é um grande equívoco.

O erro não está em ser cristão ou no Cristianismo, mas no distanciamento que alguns ou muitos têm de Cristo e sua palavra, a Bíblia Sagrada. Mantenhamo-nos firmes na Rocha e no Espírito Santo que guia, orienta e santifica sempre o povo de Deus.

Pense nisto.

Cristo o abençoe!