Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

O Espírito Santo [***]






John Owen
Editora Os Puritanos
Formato Kindle
192 Páginas

"Esta é uma compilação da extraordinária obra de John Owen ("Príncipe dos Puritanos") - Discourse on the Holy Spirit (Tratado Sobre o Espírito Santo), e que é tão importante hoje como quando foi escrito. Owen tinha em mente a necessidade de dispor de uma resposta ao racionalismo dos socinianos, ao misticismo dos quarkers e ao fanatismo de entusiastas que alegavam ter a revelação direta de Deus e os dons extraordinários do Espírito.
'John Owen... foi, sem dúvida, não só o maior teólogo do movimento puritano Inglês, mas também um dos maiores teólogos reformados europeus de sua época, e muito possivelmente possuía a melhor mente teológica que a Inglaterra já produziu'. - Carl Trueman"
'Em uma época de gigantes (a dos Puritanos), ele sobrepunha a todos'. - James I. Packer

3 comentários:

Jorge Fernandes Isah disse...

A iluminação não é garantia de salvação:

"A iluminação não é garantia de salvação Há uma “iluminação” que não leva à salvação. Ela não modifica a vontade do homem e não concede à mente deleite e satisfação nas coisas espirituais. A mente não se deleita em Deus (Rm 6.17; 12.2; 1Co 2.13-15; 2Co 3.18; 4. 6). Não dá qualquer percepção espiritual da glória da graça de Deus. Essa iluminação também não purifica a consciência das obras mortas para servir ao Deus vivo (Hb 9.14). Ela apenas convence a alma do pecado e a levanta para condenar muitas coisas que antes aprovava de coração. Tal iluminação age sobre os sentimentos, causando temor, tristeza, alegria e deleite. Contudo não os firma nas coisas celestiais (Cl 3.1, 2). Não destroça os desejos malignos nem enche o coração de alegrias celestiais. Leva geralmente a uma completa reformação exterior."

Jorge Fernandes Isah disse...

John Owen, ainda sobre Regeneração:

"A regeneração não produz experiências subjetivas A regeneração nada tem a ver com enlevos extraordinários, êxtases, ouvir vozes celestiais ou com qualquer outra coisa do tipo. Quando o Espírito Santo faz sua obra de regeneração no coração dos homens, ele não vem sobre eles com grandes e poderosos sentimentos e emoções aos quais não podem resistir. Ele não se apodera dos homens como os maus espíritos se apossam das suas vítimas. Toda a sua obra pode ser racionalmente compreendida e explicada por todo aquele que crê na Escritura e recebeu o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber. Jesus disse a Nicodemus: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai”, assim é com a obra de regeneração do Espírito Santo"

Jorge Fernandes Isah disse...

Regeneração:

"Em segundo lugar, a regeneração não é uma reforma moral da vida exterior e do comportamento. Por exemplo, suponhamos uma reforma exterior pela qual alguém deixa de fazer o mal para fazer o bem. Deixa de roubar e passa a trabalhar. Não obstante, haja o que houver de justiça real nessa mudança moral exterior de comportamento, ela não procede de um novo coração e de uma nova natureza que ama a justiça. Tão-somente pela regeneração um corrupto e pecaminoso inimigo da justiça pode ser levado a amá-la e a deleitar-se em praticá-la. Há os que escarnecem da regeneração como sendo inimiga da moralidade, justiça e reforma, mas um dia hão de descobrir o quanto estão errados. A ideia de que a regeneração nada mais é do que uma reforma moral da vida procede da negação do pecado original e do fato de sermos maus por natureza. Se não fôssemos maus por natureza, então não haveria necessidade de nascermos de novo"