Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

Então Virá o Fim (***)


David Ewert
Editora Cultura Unida
ESGOTADO!!!

7 comentários:

Jorge Fernandes disse...

Livro esgotado.
Indicado pelo meu amigo, o pr. Luiz Fernando Ramos, da Igreja Batista Aliança, B.H.
Adquiri-o através de um sebo virtual em S.P.
Será a minha primeira leitura exclusivamente escatologica além das Escrituras(apesar de tê-lo feito através de textos esparsos, e como tópicos em outros assuntos).
Então, mãos à obra!

Jorge Fernandes disse...

Para Ewert, a segunda vinda de Cristo, antes de ser uma oportunidade para devaneios é a espectativa de conforto, vigilância e confiança no presente e no futuro.
Para ele, o "Fim" ou "Os Últimos Dias" iniciaram-se na primeira vinda do Senhor e perdurarão até a Sua volta. Enquanto isso, cabe à igreja não fixar a data do Seu retorno(como tentaram Montano, João Wesley, Scofield, Charles Taylor e outros tantos), mas cumprir a "Grande Comissão" que Cristo estabeleceu à Igreja até a Sua volta: a pregação do Evangelho do Senhor, levando os homens ao arrependimento e a reconciliação com Deus.
Cabe-nos reconhecer que enfrentaremos o fim, seja com a própria morte ou na volta do Senhor; mas mantendo a fé e esperança no grande Advento, quando Deus contruirá novos céus e nova terra, em Justiça, para os Seus eleitos.
Dois alertas: 1 - "Uma pessoa pode não somente errar ao discernir os sinais dos tempos, mas também as próprias Escrituras".
2 - "Deus nos deu luz suficiente acerca do futuro para que possamos viver, servir e sofrer com alegria e confiança durante este período de espera, até que aquele dia raie e todas as sombras se dissimpem".

Jorge Fernandes disse...

A mensagem do Evangelho inclui a tribulação e sofrimento aos crentes, em oposição à atual "prosperidade material e física" pregada nos púlpitos; visto que essa é uma promessa do Senhor Jesus [Jo 15.20;Mt 5,11]. E assim, somos chamados ao discipulado de Cristo, e a mantermo-nos firmes na esperança da glória futura, sabendo que trazemos no corpo as "marcas de Cristo" [Gl 6.17].
A idéia de que a igreja não passará pela tribulação, pois será arrebatada, é uma distorção de Dn 9.24-27, a qual vê a Igreja como um híato na história de Israel[Deus interrompeu o seu plano com Israel (era da Igreja), e após remover a Igreja da terra, segue-se o período de tribulação, sob o reino do Anticristo]. É interessante que o N.T. não faz referência a essa doutrina. Ao contrário, "o sofrimento tem sido a marca da verdadeira igreja por todos os séculos".
Há ainda de se ressaltar que a interpretação do A.T. deve-se fazer à luz do N.T., e não o contrário.

Jorge Fernandes disse...

O arrebatamento "secreto" opõe-se a Mt 24.30-31, pois o Senhor virá e todas as tribos se lamentarão, e o verão enquanto os Seus anjos ajuntarão os escolhidos de Deus dos quatro cantos da terra, concordando também com 1Ts 4.16-17.
À luz de 2 Ts 1.7-8 e 2.7-8, a vinda do Senhor Jesus significará (Ele virá com alarido e grande som de trombeta):
1- O encontro com os eleitos nos céus;
2- Julgará aqueles que o rejeitaram, e também ao iníquo, o qual morrerá pelo sopro da Sua boca.
A parousia sempre foi uma fonte de consolo para os crentes, encorajando-os a trabalharem no Reino (1Ts 2.19-20), e inspiração para vivermos santamente (1Ts 5.23), além da alegria em saber que encontraremos o nosso Senhor e Salvador.

Jorge Fernandes disse...

Ewert fala sobre o Juízo, o Castigo Eterno, a Morada Celestial dos Santos e o Lugar de Tormento dos ímpios, os quais são afirmados peremptoriamente nas Escrituras.
Contudo, o autor deixa no "ar" algumas dúvidas, que mereceriam uma definição e conclusão claras, visto que são expostas fartamente na Bíblia:
1- A questão do julgamento daqueles que não ouviram o Evangelho da Salvação: Ao transcrever a afirmação de I. Howard Marshall, o qual diz "que os pagãos serão julgados de acordo como tiverem 'RESPONDIDO' à luz que receberam", faz parecer que há alguma possibilidade de salvação sem o conhecimento de Cristo e Sua Palavra, e de que, essa salvação deve-se a um mérito pessoal, excluindo-se portanto a graça de Deus e a justiça que só há em Jesus; pois não há nenhum outro nome pelo qual possamos ser salvos (At 4.12); e de que "os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão" (Rm 2.12; Lc 12.47-48).
Este delírio exegêtico decorre da distorção de que Deus deseja que todos os homens sejam salvos, mas todos aqui não representa todos os homens numericamente falando, mas todos aqueles que foram escolhidos pelo Pai antes da fundação do mundo(Ef 1.4), que são entregues a Seu Filho, e jamais serão lançados fora (Jo 6.37). Se Ele desejasse salvar a todos, assim o faria, pois nada para Deus é impossível. A saída de que o livre-arbítrio humano é o impeditivo para que nem todos sejam salvos, mostra o homem "detendo" Deus em sua vontade ou desejo, e sabemos que nada nem ninguém pode resistir aos Seus decretos e deliberações.
2- Outro ponto falho é quando Ewert afirma a possibilidade de "apostasia" do crente, do homem regenerado em Cristo, o que também é outra incompreensão de Hb 6.6 (onde fica ainda mais clara a Eleição de Deus e a perseverança eterna dos crentes, daqueles nascidos de novo, regenerados em Cristo), onde Paulo não diz que o crente pode "cair", mas visualiza uma possibilidade irrealista de apostatar-se(consonante com Hb 6.3;9); o que, segundo o próprio Ewert, não passa de "imaginações humanas" (pg 142).
Os demais pontos abordados pelo autor, mesmo os pouco elucidados pelas Escrituras, são abordados coerente e exegeticamente exemplares.

Jorge Fernandes disse...

Conclusão: O Milênio e as Últimas Coisas nos dão a esperança de que todo o mal praticado será corrigido e satanás será definitivamente posto fora de combate; os servos fiéis serão recompensados e reinarão com Cristo.
Nisto consiste a mensagem prática sobre o Milênio e as Últimas Coisas, contrastando-se com o academicismo retórico e estéril dos nossos dias.

Jorge Fernandes disse...

Algo desnecessário é a profusão de referências e citações dos textos apócrifos e outros da tradição judaíca. Para o objetivo do livro, pela sua extensão e contéudo, seria melhor que o autor se ativesse exclusivamente aos escritos divinamente inspirados por Deus: as Sagradas Escrituras.