Após a leitura, classificarei os livros assim:
Péssimo [0] Ruim [*] Regular [**] Bom [***] Muito Bom [****] Excelente [*****]

Apologética no Diálogo (***)


Vincent Cheung
Pulbicações Monergismo
www.monergismo.com


"Este pequeno livro apresenta vários princípios importantes na apologética bíblica que aumentam o desempenho e eficácia do cristão quando defendendo a fé em cenários informais. Esses princípios frequentemente negligenciados parecem simples, mas são as armas divinas que Deus nos deu para assegurar nossa vitória em confrontações espirituais e intelectuais contra incrédulos e blasfemos." (Sinopse da Editora)


6 comentários:

Jorge Fernandes disse...

O autor demole a falsa idéia de que se é possível chegar a conclusões válidas e verdadeiras a partir das sensações, induções e revelações. A partir de si mesmo como ponto de referência, o homem não descobrirá a natureza da realidade, mas uma farsa e muitas mentiras.
Igualmente, as religiões não-cristãs baseiam-se em alegadas revelações que não passam de invenções humanas.
"Alheio à revelação bíblica, todo conhecimento humano e todo esforço humano resultam em futilidade extrema - derrota, desespero e morte" (pg. 22).
Para Cheung é simples a questão do debate sabedoria divina x sabedoria humana: o incrédulo sempre perderá porque não tem a mente de Cristo.
Da mesma forma, o crente que se utiliza da sabedoria não-cristã para defender a cosmovisão cristã falha em não usar os argumentos bíblicos, e ainda que ganhe o debate no "atacado", a sua vitória não será legítima, nem a expressão da verdade insofismável.

Jorge Fernandes disse...

Algo com que concordo há muito, e que Cheung confirma é a supremacia da apologética bíblica sobre a apologética não-bíblica.
Se se pretende defender a fé cristã não se pode valer de pressupostos seculares (os quais são falsos e incoerentes), e simplesmene excluir Cristo do debate.
Muitos afirmam que é impossível convencer um ateu ou não-cristão com premissas do cristianismo, então, pergunto: O que estou a defender? E se Cristo não faz parte do debate como se é possível defender a fé cristã? É incoerente e ilógico, além de infrutífero; e em cuja suposição encontra-se embutido o desprezo ao Espírito Santo e Sua obra de regeneração, e claramente, desobediência à ordem divina de ir e pregar o Evangelho.
Afinal, não é assim que Pedro diz que devemos demonstrar a razão de nossa fé e esperança?

Jorge Fernandes disse...

O autor escreve uma espécie de "manual" apologético cristão onde o pensamento não-cristão deve e pode ser questionado e refutado em sua irracionalidade, e de que suas objeções não se sustentam, visto estarem calcadas em falsas premissas e argumentos ilógicos.
Em si mesmo, o não-cristão, sequer sabe o objeto de sua objeção. Cabe-nos ter a mente de Cristo e a doutrina bíblica para combater cada parte apresentada pelo incrédulo.
Cheung ensina-nos uma técnica, um sistema que nos proporcionará, logicamente, responder a qualquer objeção incrédula; sobretudo, mostra-nos as falhas, incoerências e a ilogicidade do pensamento não-cristão.
Portanto, não há o que temer no debate, pois, o não-cristão está impossibilidade de formular qualquer raciocínio lógico e válido, bastando entender que as suas proposições serão sempre inconsistentes e falsas.
Para Cheung, mesmo o mais respeitado intelectual não-cristão não passa de um "palhaço completo".

Jorge Fernandes disse...

A demonstração da superioridade intelectual da cosmovisão cristã por Cheung não implica que a defesa da fé se dê por desamor, provando, exclusivamente, a nossa soberba.
Há de se entender que o lugar do não-cristão um dia foi o nosso também, e de que a proclamação do Evangelho de Cristo deve ser feita em amor, por Deus, a Palavra e o ouvinte.
Uma das armas que o Senhor usará para converter o incrédulo será o nosso testemunho, o qual é fundamental para que o incrédulo, em vendo Cristo em nós, se converta, ou permaneça em seu estado de ignorância, morte, e rebeldia a Deus.

Jorge Fernandes disse...

Alguns trechos do livro:
1-"Deixe-me falar claramente (como se eu não fosse sempre!): Uma das razões pelas quais alguns cristãos não têm alcançado o nível de competência em apologética que eles veem em mim é por que eles não chegaram nem perto de obter o meu profundo desprezo por todas as ideias, teorias, filosofias e religiões não-cristãs. Assim, eles ainda estão cegos para a verdadeira força da cosmovisão bíblica - e cegos para a loucura ridícula e extremamente hilária de todo o pensamento não-cristão. De fato, esse aspecto do meu ensino sobre apologética é talvez um dos mais repulsivos até mesmo para os apologetas cristãos, mas essa é a razão pela qual eles nunca são capazes de liberar completamente o poder da apologética bíblica para destruir nossos oponentes, e esse é o porquê de suas respostas aos incrédulos serem frequentemente fracas, indecisas e comprometedoras". (pg 28)

2-"O apologeta cristão tem armas divinas de Deus para derrotar qualquer não-cristão; mas, para utilizá-las eficazmente e cumprir a sua missão, ele deve ser disposto, decisivo, preciso e meticuloso. Em vez de considerar a apologética como somente defesa, ou respostas a perguntas, ou esclarecimentos, ele deve atacar, incansavelmente, todo pensamento não-cristão com a força sobrepujante da Lógica (logos, Jo 1.1)". (pg 76)

3-"Pelo contrário, o que estou dizendo é que a cosmovisão bíblica consiste de uma série de doutrinas reveladas que fornecem (1)uma filosofia positiva e abrangente que é verdadeira e coerente (e, portanto, logicamente defensável), e (2)uma forma de pensamento que esmaga reacionalmente nossos oponentes. O caminho para vitória, então, é aplicar habilidosamente a cosmovisão bíblica aos desafios e oportunidades intelectuais que se levantam durante o debate.
O método é confrontar a sabedoria humana com a sabedoria divina;e, visto que até mesmo a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria do homem, eu nunca perderei no debate, mas sempre obterei vitória, total e decisivamente". (pg 81-82)

Jorge Fernandes disse...

De uma forma geral, a questão toda à qual Cheung alude é, na essência, o poder de Deus através do Espírito Santo de usar o apologeta cristão para proclamar o Evangelho de Cristo, e o ouvinte não-cristão a ter seu coração e mente abertos para recebê-lo.
Sem a intervenção divina no crente que proclama e no incrédulo que ouve, qualquer lógica, razão, premissa ou esforço não terá êxito na conversão.
Porém, tendo-se em vista que a Palavra não volta vazia, servirá para condenar o incrédulo não-eleito por Deus, ou ela servirá para, no futuro, Deus converter-lhe o coração.
O principal trunfo do livro é revelar a suficiência da Escritura, e a sua absoluta aplicação na apologética, excluindo-se todo o pensamento anticristão e suas variações, que ao invés de auxiliar, são armas para a nossa destruição.